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12/11/2015

Commodities não são alimentos

Commodities não são alimentos O modelo do agronegócio é apenas uma forma de se apropriar do lucro dos bens agrícolas, mas ele não resolve os problemas do povo. Tanto é que aumentamos muito a produção, poderíamos inclusive abastecer 12 bilhões de pessoas [quase o dobro da população mundial], mas, no entanto, temos 1 bilhão de pessoas que passam fome todos os dias, sendo 500 milhões delas camponesas que vivem no meio rural e que tiveram seu sistema de produção de alimentos destruído pelo agronegócio. As commodities agrícolas são meras mercadorias agrícolas, não são alimentos. Cerca de 70% de todos os alimentos do mundo ainda são produzidos pelos camponeses. É preciso entender que alimentos são a síntese da energia necessária que os seres humanos precisam para sobreviver, a partir do meio ambiente em que vivem, recolhendo essa energia d a fertilidade do solo e do meio ambiente. Quanto maior a biodiversidade da natureza, maior o número de nutrientes e mais sadia será a alimentação produzida naquela região para os humanos. E o agronegócio destrói a biodiversidade e as fontes de energia verdadeiras. As empresas lançam mão de um fetiche gerado pela propaganda, de que estão usando modernas técnicas de biotecnologia para aumentar a produtividade das plantas, mas isso é um engodo. Quando se vai pesquisar o que são tais biotecnologias, elas são guardadas em segredo. Porque, no fundo, elas não mudam nada na natureza. São apenas mecanismos para aumentar a rentabilidade econômica das grandes plantações. Na verdade, a agricultura industrial é a padronização do conhecimento, é a negação do conhecimento sobre a arte de cultivar a terra. Porque o verdadeiro conhecimento é desenvolvido pelos próprios agricultores, e pelos pesquisadores, em cada região, em cada bioma, em cada planta. Consumidores O modelo do agronegócio quer transformar as pessoas apenas em “consumidores” de suas mercadorias. Vandana nos diz que devemos combater o uso e o reducionismo da expressão “consumidores”, que devemos usar o termo “seres humanos”, pessoas que precisam de uma vida saudável. “Consumidor” indica uma redução subalterna do ser humano. As empresas do agronegócio dizem que são o desenvolvimento e o progresso. Na prática, chegam a controlar 58% de toda produção agrícola do mundo, porém, dão trabalho para apenas 3% das pessoas que vivem no meio rural. Portanto, o agronegócio é um sistema antissocial. A indiana revelou ainda que fez parte de um grupo de 300 cientistas de todo mundo que se dedicam a pesquisar a agricultura e que após realizarem diversos estudos, durante três anos, comprovaram que nem a Revolução Verde imposta pelos Estados Unidos, nem o uso intensivo das sementes transgênicas e dos agroquímicos podem resolver os problemas da agricultura e da alimentação mundial. Algo que só pode acontecer por meio da recuperação de práticas agroecológicas que convivam com a biodiversidade, em cada local do planeta. Vandana concluiu sua crítica ao modelo do agronegócio dizendo que ele projeta a destruição e o medo, porque é concentrador e excludente. Por isso, tornou-se algo comum o costume dessas empresas ameaçarem ou cooptarem os cientistas que se opõe a elas. A saída é a agroecologia Após criticar duramente o modelo do capital, a cientista dedicou sua palestra a projetar as técnicas ou o modelo de produção da agroecologia como a alternativa popular e necessária para produção de alimentos. Defendeu que o modelo da agroecologia é o único que permite desenvolver técnicas de aumentar a produtividade e a produção sem a destruição da biodiversidade. Que a agroecologia é a única forma de criar empregos e formas de vida saudáveis para a população permanecer no campo e não ter de se marginalizar nas grandes cidades. Sobretudo, fez a defesa de que os métodos da agroecologia são os únicos que conseguem produzir alimentos sadios, sem venenos. Dificuldades da transição Quando perguntada sobre as dificuldades da transição entre os dois modelos, contestou, citando a Índia: “Nós já tivemos problemas maiores na época do colonialismo inglês. No entanto, Gandhi nos ensinou que a nossa fortaleza é sempre ‘lutar pela verdade’, porque o capital engana e mente para poder acumular riquezas. Mas a verdade está com a natureza, está com as pessoas”. Dessa energia que emana de Gandhi, Vandana reforçou: “Se houver vontade política para fazer a mudança, se houver vontade para produzir alimentos sadios, será possível cultivá-los”. Vandana concluiu conclamando a todos a se envolverem e participarem do Encontro Mundial de Luta Pelos Alimentos Sadios e Contras as Empresas Transnacionais que a Via Campesina, os movimentos de mulheres e centenas de entidades realizam todos os anos, na semana de 16 de outubro. “Precisamos unificar as vozes e as vontades em nível mundial. E essa será uma ótima oportunidade.” Recomendações Quando perguntada sobre as recomendações que daria aos jovens, aos estudantes de agronomia, aos agricultores praticantes da agroecologia, Vandana Shiva elencou seis pontos: Primeiro: disse que a base da agroecologia é a preservação e a valorização dos nutrientes que há no solo. Neste instante, a indiana fez referência a outra cientista presente na plateia que a assistia muito atenta, a professora Ana Maria Primavesi. “Precisamos ir aplicando as técnicas que garantam a saúde do solo, e dessa saúde, recolheremos frutos com energia saudável.” Segundo: estimular que os agricultores controlem as sementes. As sementes são a garantia da vida. “Nós não podemos permitir que as empresas transnacionais transformem nossas sementes em meras mercadorias. As sementes são um patrimônio da humanidade.” Terceiro: precisamos relacionar a agroecologia com a produção de alimentos saudáveis que garantam a saúde e assim conquistar os corações e mentes da população da cidade, que está sendo cada vez mais envenenada pelas mercadorias com agrotóxicos. “Se vincularmos os alimentos com a saúde das pessoas, ganharemos milhões de pessoas da cidade para a nossa causa.” Quarto: precisamos transformar os territórios em que os camponeses têm hegemonia em verdadeiros santuários de sementes, de árvores sadias, de cultivo da biodiversidade, da criação de abelhas, da diversidade agrícola. Quinto: precisamos defender a ideia que faz parte da democracia, a liberdade das pessoas de terem opções de alimentos. Elas não podem mais serem reféns dos produtos que as empresas colocam nos supermercados de acordo com a sua vontade apenas. Sexto: precisamos lutar para que os governos parem de usar dinheiro público – que é de todo o povo – para subsidiar, transferir esses recursos para os fazendeiros. Isso vem acontecendo em todo o mundo e também na Índia. O modelo do agronegócio não se sustenta sem os subsídios e vantagens fiscais que os governos lhes garantem. Share on facebookShare on twitterShare on printShare on pdfonlineShare on email Comentários VANDANA SHIVA E A AGROECOLOGIA Tarcisio Miguel Teixeira (não verificado) - 16-08-2013 17:03 Em alinhamento com a pesquisadora Vandana Shiva segue a preparação que proporcionamos aos nossos estudantes de Agronegócio e Agroecologia.Apresento, em complemento à reportagem, alguns dos textos que utilizamos nos cursos.1. BASES CONCEITUAIS DA AGROECOLOGIA Marco referencial em agroecologia / Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. – Brasília, DF : Embrapa Informação Tecnológica, 2006. 70 p.2. Agroecologia não é um tipo de agricultura alternativa Por Francisco Roberto Caporal3. ESTADO DE DIREITO AMBIENTAL: UMA ANÁLISE DA RECENTE JURISPRUDÊNCIA AMBIENTAL DO STJ SOB O ENFOQUE DA HERMENÊUTICA JURÍDICA. José Rubens Morato Leite Germana Parente Neiva Belchior4. A AGROBIODIVERSIDADE, OS INSTRUMENTOS JURÍDICOS DE PROTEÇÃO AO PATRIMÔNIO CULTURAL E O SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA (SNUC). Juliana Santilli5. UNIDADE DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO PARA AGROBIODIVERSIDADE UNIDADE DE SEGURANÇA ALIMENTAR responder OBRIGADO PELA EXCELENTE Alberto Giovanni Fiaschitello (não verificado) - 08-08-2013 10:48 Obrigado pela excelente matéria, sobre um assunto tão fundamental e belo!! responder AGRONEGÓCIOS Edil Godoy (não verificado) - 06-08-2013 15:39 Concordo plenamente com a estudiosa Vandana, percebemos claramente o poder das empresas citadas..controlam sempre mais, a produção de grãos pelo mundo, de todas as formas, enganam na hora de vender seus produtos, e ao contrário na hora de comprar, ditam os preços, sempre muito abaixo da realidade, sugando os produtores sem piedade. responder DEIXE SEU COMENTÁRIO Seu nome: * Email: * O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público. Sua página: Assunto: Comment: * Path: Desabilitar editor de texto Endereços de páginas de internet e emails viram links automaticamente. Tags HTML permitidas:

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07/11/2015

Islândia condena mais cinco banqueiros

Islândia condena mais cinco banqueiros

A sentença de dois tribunais islandeses foi pronunciada esta semana, com a condenação de mais cinco banqueiros a penas de prisão, acusados por crimes financeiros que conduziram ao colapso financeiro do país em 2008. Três antigos dirigentes do Banco nacional e dois do Banco Kaupthing, um dos maiores da ilha – e que chegou a empregar mais de três mil pessoas antes da crise – completam o grupo de 26 ex-gestores da banca e corretores financeiros que já foram condenados.
Ao todo, somam-se 74 anos de prisão prescritos para todos os condenados, segundo o site da Iceland Magazine. Os arguidos ligados ao Kaupthing receberam a pena mais dura, em processos ligados ao banco na Islândia e na sua filial luxemburguesa. Apesar de a pena máxima na ilha ser de seis anos para este tipo de crimes, avança ainda a revista, a repetição destes delitos pode aumentar a moldura penal prevista.
Ao contrário da União Europeia, à qual não pertence, a Islândia iniciou um processo de nacionalização dos bancos falidos, mas em que o estado manteve poder de decisão efetivo sobre quaisquer transações. O país entrou em default, negociou com os credores e tem feito uma recuperação económica gradual desde que o processo de resposta à crise foi iniciado.  

 Veja a reportagem completa em                                                                http://sol.pt/Noticia/419150#close 

Os livros mais legais do último mês

A OU HÁ?

Para saber se você deve usar “a” ou “há” apresentamos aqui algumas dicas para facilitar a eliminação de dúvidas a esse respeito:
 Usa-se “há” quando o verbo “haver” é impessoal, tem sentido de “existir” e é conjugado na terceira pessoa do singular.
Exemplo: Há um modo mais fácil de fazer essa massa de bolo.
Existe um modo mais fácil de fazer essa massa de bolo.
• Ainda como impessoal, o verbo “haver” é utilizado em expressões que indicam tempo decorrido, assim como o verbo “fazer”.
Exemplos: Há muito tempo não como esse bolo.
Faz muito tempo que não como esse bolo.
Para saber se você deve usar “a” ou “há” apresentamos aqui algumas dicas para facilitar a eliminação de dúvidas a esse respeito:
 Usa-se “há” quando o verbo “haver” é impessoal, tem sentido de “existir” e é conjugado na terceira pessoa do singular.
Exemplo: Há um modo mais fácil de fazer essa massa de bolo.
Existe um modo mais fácil de fazer essa massa de bolo.
• Ainda como impessoal, o verbo “haver” é utilizado em expressões que indicam tempo decorrido, assim como o verbo “fazer”.
Exemplos: Há muito tempo não como esse bolo.
Faz muito tempo que não como esse bolo.
Logo, para identificarmos se utilizaremos o “a” ou “há” substituímos por “faz” nas expressões indicativas de tempo. Se a substituição não alterar o sentido real da frase, emprega-se “há”.
Exemplos: Há cinco anos não escutava uma música como essa.
Substituindo por faz: Faz cinco anos que não escutava uma música como essa.
• Quando não for possível a conjugação do verbo “haver” nem no sentido de “existir”, nem de “tempo decorrido”, então, emprega-se “a”.
Exemplos: Daqui a pouco você poderá ir embora.
Estamos a dez minutos de onde você está.
Importante: Não se usa “Há muitos anos atrás”, pois é redundante, pleonasmo. Não é necessário colocar “atrás”, uma vez que o verbo “haver” está no sentido de tempo decorrido.
Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

VILARINHO, Sabrina. "A ou Há? "; Brasil Escola. Disponível em <http://www.brasilescola.com/gramatica/a-ou-ha.htm>. Acesso em 07 de novembro de 2015.
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  • Jose Henrique
    Explicação nota 10.
  • Cleiton
    ÓTIMO, ESCLARECEU MINHA DÚVIDA.
  • ingrid tamires
    eu entendi mais ou menos
    • Professor pardal
      Então leia 500 x se for preciso...se mesmo assim não entender, aí eu desenho pra vc!!